A polícia britânica, embalada pela brutal repressão dos protestos anti-G20 que culminaram na morte de um trausente, resolveu prender 114 activistas ambientais por estarem a planear actos de acção directa contra uma central a carvão. Obviamente que isto revela que a polícia anda a vigiar ONGs, monitorizando as suas comunicações e infiltrando agentes. O ridículo da acção demonstra também para que serviram realmente as leis anti-"terrorismo" aprovadas no pós-11 de Setembro. Terroristas, como sempre, são aqueles que lutam por um mundo melhor.
Mas John Sauven, presidente da Greenpeace britânica,
assinala uma outra curiosidade na legislação anti-"terrorismo" aprovada no ano passado: enquanto dá permissão à polícia para vigiar a vida privada de qualquer indivíduo, nega aos cidadãos o direito de filmar ou fotografar a acção da polícia durante protestos. Ou seja, criminoso é quem filma um polícia a agredir um manifestante, não o polícia agressor.
Quando as nossas liberdades democráticas começam a ser postas em causa para defender os interesses do carvão, sabemos de que lado estão os nossos governos.